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Castelo de Visegred, por Szabolcs Dudás |
Visegred, por Szabolcs Dudás |
Magrit island no Verão |
Onde andam as folhas, o sol e o sorrisos?
Que se teimam em esconder, como em brincadeira?
um, dois... treês! - encontrei-te!
- um sorriso naquela pessoa, uma gargalhada, um amigo reconhecido, uma folha verde resplandecendo ao sol e o ar fresco que se respira como água.
Um dois três!... voltam-se a esconder.
Escondem-se como o rio.
Aqui esquecemo-nos que há um rio. Sabemos da sua presença, se pensarmos nisso. Mas passamos dias e dias debaixo do chão, subindo escadas, de paredes e candeeiros cercados.
Aqui, todo o dia é um jogo das escondidas. Regras: se não nos apetecer jogar só nos restam os passeios de cimento e os caixotes do lixo. Se quisermos as outras coisas temos que levantar as mesas, abrir as portas e vasculhar nos canteiros.
Há cidades que respiram como os pássaros
Há cidades imutáveis
Cidades que crescem como árvores
Cidades que dançam
Há cidades que dão,
cidades que tiram
e cidades que guardam.
Ainda tento descobrir que cidade é esta onde me mandei. Sei algumas coisas já. Sei que não me quer deixar muito confortável. Que tem tento para dar. Sei que tem muitos segredos e não mos quer contar. Sei que dentro dela, debaixo dela, continos nela, correm tesouros. Sei que é (ou que foi) aristocrata. E , acima de tudo, que às vezes gosta de jogar às escondidas.
Com as folhas, com o sol e os sorrisos.
Ao som de: Norberto Lobo - Do alto da faia